Mundo
CERN volta a desafiar os limites
O potencial do CERN, o Centro Europeu de Pesquisa Nuclear, continua a cativar a comunidade científica e não só.
Uma década após a descoberta do Bosão de Higgs, e depois de três anos de manutenção, o maior acelerador de partículas do mundo foi reativado esta terça-feira para poder funcionar com a capacidade total até 2026.
Segundo o diretor de operações, Rende Steerenberg, “serão gerados muitos dados para experiências, que serão utilizados para compreender melhor a ligação de Higgs a outras partículas. A partícula de Higgs foi descoberta em 2012. Ainda não se conhecem todas as propriedades, é uma das questões que ainda é necessário responder. A outra pergunta tem a ver com a matéria negra. Se fossem encontradas pistas sobre isso no acelerador, seria realmente positivo”.
O CERN já anunciou que foram observadas três partículas chamadas “exóticas”, que podem desvendar alguns segredos da energia subatómica.
O jornalista Claudio Rosmino aponta que os cientistas deste centro querem continuar a aprofundar os mistérios do Bosão de Higgs e da matéria negra.
Numa zona situada a cem metros de profundidade, as partículas vão colidir à velocidade da luz. A próxima etapa de três anos é recheada de desafios, estudando o infinitamente pequeno para tentar entender o que esteve até agora para além da nossa compreensão.